Lula anuncia R$ 20 bilhões extras para o programa Minha Casa, Minha Vida
Medidas econômicas
Medidas econômicas
O real tem se fortalecido frente ao dólar devido a uma combinação de fatores externos e internos. No cenário global, o enfraquecimento da moeda americana tem levado investidores a buscar mercados emergentes como o Brasil. Internamente, o país se beneficia de juros elevados, atraindo capital estrangeiro, além de uma balança comercial forte impulsionada por exportações de commodities como petróleo, minério e produtos agrícolas. Mesmo com a expectativa de queda gradual dos juros, o Brasil segue atrativo, apoiado também por bons níveis de investimento estrangeiro e altas reservas internacionais.
Benefício
O mercado brasileiro de carros eletrificados mais que dobrou no primeiro trimestre de 2026, superando 80 mil unidades e marcando uma forte transição para a mobilidade sustentável. A BYD segue líder, mas perdeu participação, enquanto a Toyota cresceu e assumiu a vice-liderança, ultrapassando a GWM. O período também foi marcado pela ascensão das marcas chinesas e pela mudança no perfil do consumidor, com os carros 100% elétricos ultrapassando os híbridos plug-in pela primeira vez, além do avanço dos híbridos convencionais como opção de transição.
O governo, por meio do ministro Alexandre Silveira, avalia aumentar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% ainda no primeiro semestre, aproveitando o início da safra e a expectativa de produção recorde do biocombustível. Especialistas e entidades como a Unica afirmam que o setor tem capacidade para atender à demanda adicional, estimada em cerca de 2 bilhões de litros, impulsionada tanto pela cana quanto pelo etanol de milho. A medida é vista como oportuna diante dos preços baixos do açúcar e da alta dos combustíveis fósseis, podendo beneficiar o consumidor com maior estabilidade nos preços.
Cenário econômico
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região manteve a decisão que suspende a cobrança de 12% de imposto sobre a exportação de petróleo, rejeitando recurso da União. A medida provisória que criou o tributo buscava conter a alta dos combustíveis em meio à crise no Oriente Médio, mas foi questionada por empresas do setor, que alegaram caráter arrecadatório e irregularidades legais. Enquanto o julgamento final não ocorre, o tema segue ligado à pressão inflacionária causada pelo aumento dos combustíveis no país.
O IPCA subiu 0,88% em março, acima dos 0,70% de fevereiro, sendo o maior resultado mensal desde fevereiro de 2025, e acumulou 4,14% em 12 meses, próximo ao teto da meta de inflação (4,5%). O avanço foi impulsionado principalmente pelos preços de transportes, como gasolina, diesel e passagens aéreas, e de alimentos, como leite e tomate, em meio às tensões no Oriente Médio que elevaram o preço do petróleo. Esse cenário aumenta o risco de a inflação ultrapassar a meta nos próximos períodos.
O IPCA subiu 0,88% em março, acima de fevereiro (0,70%) e das expectativas do mercado, acumulando 4,14% em 12 meses. A alta foi puxada principalmente pelos setores de Transportes (com destaque para gasolina) e Alimentação (como leite e tomate), influenciados pelo aumento do petróleo e tensões internacionais. As projeções indicam que a inflação pode fechar 2026 acima da meta, pressionada por combustíveis, alimentos, mercado de trabalho aquecido e possível desvalorização do real.