Polícia
Defensoria do Rio pede acesso a imagens de câmeras corporais da PM e questiona falhas
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro, por meio do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, pediu à Ouvidoria da Polícia Militar as gravações das câmeras corporais usadas na megaoperação dos Complexos da Penha e do Alemão, que deixou 121 mortos. O órgão também questiona o uso das baterias extras das câmeras, após a PM alegar perda de parte das imagens por falha de energia. O Ministério Público do Rio determinou a análise das gravações, consideradas fundamentais para apurar as circunstâncias das mortes e a atuação policial.
Menos emprego e prejuízos: como a violência afeta a economia do Rio de Janeiro
A operação policial contra o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, deixou 117 mortos e 113 presos, evidenciando a grave crise de segurança que também afeta a economia do estado. Segundo o economista Bruno Imaizumi, o Rio foi a segunda capital com menor crescimento na criação de empregos formais entre 2020 e 2025, e perde até R$ 11,48 bilhões por ano com a violência — o equivalente a 0,9% do PIB estadual. Especialistas apontam que a falta de integração entre segurança pública e economia, somada a decisões políticas de curto prazo, agrava o problema.
Três brasileiros suspeitos de integrar o Comando Vermelho são presos na Argentina
Três brasileiros foram presos na Argentina ao tentar cruzar ilegalmente a fronteira entre Porto Mauá (RS) e Alba Posse. Identificados como Ednei Carlos dos Santos, Luís Eduardo Teixeira de Souza e Jackson Santos de Jesus, eles são suspeitos de ligação com o Comando Vermelho e teriam fugido do Rio de Janeiro após a Operação Contenção. Detidos pela Brigada de Inteligência Criminal de Fronteira, os homens estão sob custódia enquanto a polícia argentina investiga seus antecedentes em cooperação com autoridades brasileiras.
Ronda no Bairro atua em ocorrências de furto, violência doméstica e direção perigosa em Maceió
Agentes do Programa Ronda no Bairro realizaram, nesta quinta-feira (30), ações que resultaram em três prisões nos bairros Benedito Bentes e Jacintinho, em Maceió. As ocorrências envolveram furto, violência doméstica e direção perigosa. Um jovem foi preso após furtar um celular em uma loja, outro detido por agredir uma mulher na Praça Padre Cícero, e um motociclista sem habilitação foi flagrado realizando manobras perigosas. Todos foram encaminhados à Central de Flagrantes, com apoio da Polícia Militar de Alagoas.
Suspeita de abusar sexualmente da própria filha é presa no interior de AL
Prisão preventiva
STF torna pena de Zambelli definitiva por perseguir homem armada em São Paulo
A deputada Carla Zambelli (PL), presa na Itália, teve sua condenação pelo STF transitada em julgado e não pode mais recorrer. Ela foi sentenciada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com arma de fogo, após perseguir um homem armada em 2022, às vésperas do segundo turno das eleições. O Supremo determinou ainda a perda de seu mandato e o cancelamento definitivo do porte de arma. Essa é sua segunda condenação, já que ela também foi sentenciada a dez anos por invadir o sistema do CNJ com o hacker Walter Delgatti Neto. Após isso, fugiu para a Itália, onde aguarda decisão sobre sua extradição.
Com Flávio e Moro, oposição coloca tropa de choque na CPI do Crime; PT quer paridade
A CPI do Crime Organizado no Senado foi instaurada após a operação que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, e já conta com maioria oposicionista entre os indicados. Nomes como Flávio Bolsonaro, Sérgio Moro, Magno Malta e Marcos do Val integram a tropa de choque da oposição, enquanto Jaques Wagner e Rogério Carvalho representam o governo. A estratégia da oposição é usar a comissão para dominar o debate sobre segurança pública e enfraquecer o Palácio do Planalto em ano pré-eleitoral. O PT tenta equilibrar forças e disputar a presidência, mas deve enfrentar resistência da maioria opositora.
Ministra de Lula promete perícia independente de mortos e chama operação de fracasso
O que diz a decisão que embasou a operação no RJ que deixou 121 mortos
A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro revela que o Comando Vermelho montou uma estrutura hierárquica e armada para controlar ao menos 12 comunidades da zona norte do Rio e expandir seu domínio. Com base em mensagens obtidas de celulares, a investigação apontou uma cadeia de comando rigorosa, com ordens de execução, tortura e gestão do tráfico. A megaoperação no Complexo do Alemão, planejada por 75 dias, visava prender líderes como Doca e Pedro Bala, mas terminou com mais de 120 mortos, tornando-se uma das ações mais letais da história do estado. As provas incluem vídeos de execuções e torturas, supostamente organizadas pelo grupo “Sombra”.
Governo enviará ao Congresso projeto de lei anti-facção
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou que o governo Lula enviará ao Congresso um projeto de lei anti-facção para reforçar o combate ao crime organizado e informou que a Polícia Federal abrirá um inquérito “guarda-chuva” sobre facções criminosas. A declaração ocorre após a megaoperação nas favelas da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos e 113 presos, sendo considerada a mais letal da história do estado. A Defensoria Pública apontou indícios de ilegalidades na ação, enquanto o governador Cláudio Castro a classificou como um “sucesso”.
Criminosos lucram com suas histórias em filmes e séries como Tremembé? Entenda
A série Tremembé, do Prime Video, inspirada no livro Tremembé: O Presídio dos Famosos de Ullisses Campbell, retrata a vida e os crimes de detentos célebres como Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga. Antes mesmo da estreia, a produção gerou debates sobre a possibilidade de criminosos lucrarem com suas histórias, o que, segundo especialistas, é proibido pela legislação brasileira para evitar enriquecimento ilícito. O autor e roteirista garantiu que nenhum dos retratados participou da obra. O tema reacende discussões sobre os limites entre liberdade de expressão, interesse público e ética na dramatização de crimes reais.